A pessoa que eu mais admiro na área de concursos públicos e vestibulares chama-se William Douglas, simplesmente o “papa” dos Concursos no Brasil. Suas obras são de leitura obrigatória para quem deseja passar num concurso com alto grau de dificuldade. William Douglas utiliza um método empírico para dar a receita dele para o sucesso em Concursos Públicos e Vestibulares.
Aqui, serei pretensioso e utilizarei o mesmo método para dar a minha receita para aprovação nesses concursos. Devo advertir que muita coisa que considero como minha receita, na verdade aprendi nos livros de William Douglas, mas a vivência e participação nos concursos, essa vivência é minha.
EU, CONCURSANDO, CONFESSO A DEUS TODO PODEROSO E A VÓS IRMÃOS CONCURSANDOS QUE NÃO ESTUDEI MUITAS VEZES O SUFICIENTE POR MINHA RESPONSABILIDADE, OU MELHOR, POR MINHA FALTA DE RESPONSABILIDADE, PEÇO AOS IRMÃOS CONCURSANDOS QUE ROGUEIS POR MIM A DEUS PARA QUE ME DÊ FORÇA DE VONTADE PARA ESTUDAR O SUFICIENTE. AMÉM.
A primeira coisa que tenho a dizer é que quando não consegui êxito em concursos foi por culpa minha, e assim, pelo método da indução, digo que todo concursando é culpado pelos seus êxitos e fracassos. Passarei agora a refletir sobre os meus próprios sucessos e insucessos em busca do pódio, da vitória que corresponde à classificação e à nomeação nos concursos realizados. Nessa jornada cada concurso constituiu uma aprendizagem que partilharei em seguida.
Iniciei minha vida de concursando no ano de 1999 participando de uma seleção para a função de alfabetizador de um Programa do Governo Federal – Alfabetização Solidária. Nesse mesmo programa participaria de outra seleção no ano de 2001 para a função de Apóio Pedagógico. Muitos tinham dúvidas quanto à lisura da banca realizadora. Não dei ouvido a comentários de rua e consegui êxito nas duas seleções. Então eu aprendi que, em concursos, sempre passa alguém que estuda.
Nesse mesmo ano de 1999 participei do processo seletivo da UEPB – Guarabira para o curso de Letras e do processo seletivo para o curso de Pedagogia da UFPB. Em ambos passei para o primeiro período do ano 2000. Em letras (UEPB) fui 26°, e, em Pedagogia (UFPB) fui 9° colocado. Estudei muito para o concurso da UEPB Guarabira, não admitia outro resultado que não a aprovação. Participei de um abaixo assinado que solicitava revistas de circulação nacional para a Biblioteca Municipal e estudava nessa biblioteca 4 ou 5 horas por dia, as vezes mais, e, quanto à seleção da UFPB nem ao menos li o programa das matérias. Então eu aprendi que, em concursos, todo esforço é recompensado e que a matéria que o concursando aprende estudando para um concurso servirá para todos os outros concursos até o fim da vida dele.
No ano de 2000 haveria o Censo demográfico e o IBGE abriu seleção para os cargos de Recenseador, Supervisor Censitário Municipal e Agente Censitário Municipal. Participei da seleção para Recenseador e para Supervisor Censitário Municipal. Fui classificado em 2° lugar como Recenseador e em 3° lugar como Supervisor Censitário Municipal. Concorri com Algumas pessoas que já tinham curso superior completo, mas isso não foi o bastante para que conseguissem a classificação dentro das vagas, pelo contrário, colegas que haviam terminado apenas o ensino fundamental ficaram mais bem colocados que outros que já tinham terminado um curso superior. Então aprendi que, em concursos, diploma não tem relação direta com a classificação.
Trabalhei como Supervisor de um Recenseador que obteve a média maior que a minha (já que fui o 2° colocado) na seleção para recenseador. Então, aprendi que, em concursos, como em tudo na vida, há sempre a necessidade de cultivarmos a humildade. Um concurso reflete nossa preparação num determinado dia e hora, sob determinadas condições física, psicológica e financeira, entre outras, que historicamente nunca mais serão as mesmas.
No ano de 2001 prestei seleção para o cargo de agente administrativo da Prefeitura Municipal de Jacaraú por falta de opção. Não queria concorrer para esse cargo porque a concorrência seria muito grande. Fui o 3° melhor colocado ficando dentro das vagas imediatas. Então, comecei a desconfiar que, em concursos, concorrência não tem necessariamente relação direta com grau de dificuldade, muitos candidatos estão à espera de um “milagre”: a aprovação sem esforços.
Nos anos seguintes, fiz as provas dos concursos para Técnico do Banco do Brasil, Banco do Nordeste e INSS. Só apareci nos finais das filas. Hoje, alguns anos depois, tenho amigas que estudaram em minha turma, que fizeram e fazem parte de meu convívio social e que foram chamadas para assumir funções no Banco do Brasil e no Banco do Nordeste. Então, aprendi que, em concursos, a aprovação sem esforços é uma coisa que Deus não aprova e senti vergonha de ter rezado para Deus me facilitar à aprovação; Deus ajuda a quem se esforça. Ter amigos que obtiveram êxito me deixa feliz e me faz acreditar ser possível o meu êxito também.
Em 2005, resolvi participar da seleção do Cefet (PB) para o Curso Técnico em Montagem e Manutenção de computadores. Naquele ano, fui aprovado com a ajuda de alguns amigos que me deram reforço em matemática. Então, aprendi que, também em concursos, os amigos são essenciais. São essas pessoas que sempre nos colocam para cima, nos levantam o astral, nos dão forças.
Em 2006, com a abertura do Campus IV da UFPB nas cidades de Mamanguape e Rio Tinto, prestei seleção para um cargo de nível superior, Técnico em Assuntos Educacionais, com 266 inscritos para 3 vagas, parecia ser mais um concurso simplesmente, e agora, estava quase impossível passar, pois a concorrência beirava os 90 candidatos por vaga. Estudei bastante e quando saiu o resultado fiquei com a 2ª maior pontuação, 0,5 pontos atrás de três outros candidatos que ficaram empatados em 1° e com as vagas. Nesse concurso eu aprendi que passar em concursos federais, por mais difícil que seja, é possível e só depende do candidato. Aprendi também que nunca se deve brincar na hora da prova, pois havia achado a prova de informática muito fácil e foi exatamente uma questão de informática facílima que tirou minha vaga, simplesmente por falta de atenção. “Qual é a extensão do Excel?” Essa foi a pergunta que errei.
No ano de 2008, me escrevi para o concurso da Prefeitura Municipal de Lagoa de Dentro (PB). Não tive tempo de estudar e no dia anterior ao da prova, um amigo me deu um resumo de uma página sobre história daquela cidade. Estava sem vontade de ir fazer a prova. No sábado à noite, por falta do que fazer, li o resumo e fiz a prova no domingo. Dos 126 inscritos, fui o 1° colocado, com a participação de mais um amigo. Então aprendi que, em concursos, se o concursando fizer uma inscrição, deverá também ir fazer a prova.
Ainda no ano de 2008, fiz a inscrição para mais um concurso da UFPB e não estudei por motivo de trabalho. Quando eu cheguei ao local de prova havia uma multidão e até o transito estava mais lento. Então eu pensei: “Sem chances, não adianta nem pensar em aprovação dessa vez, vou apenas dar o meu melhor por uma questão de avaliação pessoal.” No final de contas, dos 2866 inscritos para as 14 vagas de agente administrativo, concorrência de mais de 204 por vaga, fiquei com a 28ª colocação. Então, eu aprendi que a quantidade da concorrência não importa, e que muitos se inscrevem sem nem saber por que, e tive a certeza que para passar em concurso só depende do candidato, ele que escreve sua própria história..
No último mês de novembro participei do concurso do tribunal de Justiça do Estado da Paraíba para o cargo de Auxiliar Judiciário. Com quase 1000 concorrentes para o cargo que optei, fiquei em 38°, mas o que marcou mesmo neste concurso foi a realização de uma prova prática de digitação. Para aprovação na prova prática de digitação necessitei utilizar os conhecimentos obtidos no ano de 1995 quando fiz um curso de Datilografia. Neste último concurso, aprendi que é muito importante o concursando estar sempre atualizado e fazendo cursos, por mais que não os utilize de imediato.
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